12 de abril de 2013

VOCÊ CONHECE TORRES?

        
Torres
Entre as praias dos Gaúchos é a que a natureza foi mais generosa, é um lugar legal e bonito.  E diga-se de passagem, os gaúchos não têm praias glamurosas, mas Torres é um lugar que vale a pena visitar, não tanto pela cidade mas pelos morros postos como sentinelas a beira mar.  
     
Em maio tem o festival internacional de balonismo, é muito bonito, é outra coisa que vale a pena ir ver.  Às vezes que fui não levei muita sorte, choveu.    Ir pela manhã dá mais sorte, não entendo "bulufas", mas parece que o vento é melhor.   Um dia tentarei ir pela manhã, neste caso tem que ser bem cedo, as sete horas.

Festival internacional de balonismo ao entardecer
           
      Para quem viaja de carro partindo de Porto Alegre tem uma viagem segura e rápida indo pela monótona Free Way (BR 290) e depois chegando pela Estrada do Mar (RS 389). 

       No trecho que passa pela cidade de Osório, não há como não admirar o parque eólico às margens do caminho onde imponentes e gigantes torres e hélices geram energia limpa.  Parece coisa de primeiro mundo. 
        A Free Way é uma via monótona porém de boa estrutura, bem larga, sinalizada, com socorro e essas coisas que vias pedagiadas podem oferecer.
        A viagem pela Estrada do Mar pode passar despercebida, caso o motorista sinta-se a vontade com o asfalto bem conservado e pise mais o acelerador, também pode levar algumas multas, mas caso o motorista resolva admirar a paisagem desse trajeto, não se arrependerá se ir mais devagar, pois terá como companhia à esquerda os morros da serra compondo paisagens com pastagens à beira da estrada, se for ao fim da tarde o sol realçará a pintura.
      Também a viagem à Torres pode ser pela Rota do Sol, quem vem por esse caminho é o pessoal de Caxias e região.  Alguém de Santa Catarina também pode querer ir à Torres, mas quem? Sei lá! Alguém que tenha parentes em Torres, talvez!


O LUGAR


Confira os sites
http://www.torres.rs.gov.br
http://www.torres.tur.br/

Torres é um lugar tranquilo, não oferece grandes perigos.



     Além de um passeio bacana é possível um amador conseguir fotos legais.   E mais que fotos legais, é poder admirar ainda outras paisagens.
     Aí ao lado, contrastando com o por do sol, é uma laguinho em cima do morro.



O RUMO

        O rumo será o litoral norte do Rio Grande do sul e geralmente se parte de Porto alegre, neste caso de carro ou ônibus, o caminho será a Free Way e depois a Estrada do mar.

       Se fores pela Free Way, saiba que há pedágios e somente um posto de combustível, que o caminho pela  Estrada do Mar é seguro, porém à noite há o perigo de acidente com animais na pista e também com ciclistas que andam à beira da pista, fique atento  aos "pardais", a velocidade é 80km/h e não há acostamento.   Um caminho alternativo à Free Way é a RS 30, é bem menos segura, cheia de curvas porém bonita, nesta via não há pedágios e há muitos trechos urbanos.   O caminho alternativo à Estrada do Mar é a BR 101, novinha em folha, muito boa, há um túnel, não há "pardais" porém deixa a viagem um pouco menos curta. 
      Quem vai pela Rota do Sol, viaja por uma via lindíssima, há uma serra bem cheia de curvas que pode ser perigosa, há dois túneis, depois de um dos túneis há um mirante, cuide muito bem as placas de velocidade, quando passar por uma placa de 40 km/h haverá um pardal sorrateiro esperando após uma curva.

Também dá para saber como está a Free Way:


BLÁ BLÁ BLÁ...

       Minha primeira viagem para Torres foi de bicicleta, uma caloi Cross que eu tinha.   Eu parti de Capão da Canoa às seis horas da manhã e cheguei a uma hora da tarde.  Fui pela praia uns 60 quilômetros levando nas costas, em uma mochila, o almoço, roupas e
acoplado na bicicleta mais apetrechos.  Conheci os morros, o farol e retornei no mesmo dia pela Estrada do Mar e chegando em casa por volta da meia noite.  Para mim uma aventura e tanto. 
Entardecer sobre a cidade

 Lá em Torres eu já fui de bicicleta, moto e carro, fui para ver os morros lá da praia, ver o festival de balonismo, e também apenas por ir, já fui sozinho, com um parente, e com minha esposa.  Lá é um bom lugar para namorar.


FALANDO DE OUTRA COISA

       Tenho uma viagem programada para Bariloche.   Pretendo passar por Passo de los Libres, Rosário, Cordoba, Mendoza, Vina del Mar, Pucón e, enfim, Bariloche.  Tudo isso no inverno e de carro!
     Se você quiser opinar sinta-se a vontade, sugira, interfira, dê o seu pitaco, "tá valendo".


PRÓXIMO POST
Cascata do Guarapiá.

PRA INÍCIO DE CONVERSA


Se você por acaso caiu nesse blog, não desista, ainda vão ter coisas legais aqui.


Se, por acaso, você for a minha esposa, fique sabendo que eu a amo muito.
(Acho que é a única pessoa que lerá este post)

       O mais importante não é a distância da viagem, mas sim o rumo.   Ainda assim o romantismo do rumo está na viagem, na aventura do desbravar, no próximo passo, na próxima paisagem e até mesmo, no próximo perigo.
       É dessas coisas que tratará o blog, dos lugares, dos rumos, das coisas que as justificam e fazem valer a pena a viagem, sem a pretensão de dar dicas do que é melhor ou pior, do que é certo ou errado.    O mais legal será compartilhar, trocar idéias e informações, ampliar horizontes.  Um pouco chavão, né?

        Eu,  do que mais gosto é da viagem, do rumo, e o lugar é o prêmio.


       Minha primeira aventura foi aos 11 anos em uma Caloi Cross (bicicleta aro 13, acho) que fiz em segredo da minha mãe, não havia 10 km mas o medo da tunda não me deixou completar a aventura.


       Depois em outra aventura o cômico aconteceu, fui na casa de um amigo com a mesma bicicleta, era bem longe, uns 20 km, a mãe dele em uma coincidência incrível encontrou a minha mãe no ônibus e lá me delatou. Não apanhei, mas me surpreendi quando minha mãe chegou em casa sabendo onde eu havia estado.  Eu fui de um bairro chamado Parque Lavoura à Restinga em Porto Alegre.  Depois fui perdendo o medo e também fui à Lami com a mesma bicicleta, essa era minha companheirinha de aventuras.


      Com o tempo irei melhorando o blog (espero!), os assuntos, tentarei não produzir textos longos e te convido, caso tenha lido até aqui, a  ler os próximos posts.  Ainda tentarei encontrar uma foto da bicicleta e no próximo post falarei da minha primeira viagem documentada (uma foto).


        Se há alguma aventura que tu tenha feito quando era criança,  por gentileza conta aí nos comentários.


       Quero chegar a contar os rumos e lugares mais arrojados que fiz, mas até lá irei passo a passo com essas aventuras menos expressivas contando de maneira cronológica.